Mostrando postagens com marcador Tablet. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tablet. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Registro Eletrônico de Saúde – Projeto EMR


A partir da viagem a Miami, convivendo com a equipe de trauma e de telemedicina da UM – University of Miami, pude trazer para cá uma experiência muita rica em atendimento remoto e mobilidade.

Estes conceitos oferecem uma proposta bastante interessante, em casos de acidentes, remoções ou da necessidade de um especialista, além é claro da educação clínica.

Dentre os projetos que vi na UM, destacam-se o projeto de auxílio aos feridos durante a catástrofe do Haiti em 2010 e o Projeto junto ao Departamento de Defesa americano para suporte ao corpo clínico no Iraque. Os dois projetos contam com apoio dos especialistas do hospital universitário, para a realização de procedimentos clínicos e cirúrgicos, casos de amputação e cirurgias por ferimentos por armas de fogo são as principais atividades.

Contando com uma rede de comunicação estável e segura, a telemedicina é presente em qualquer lugar do planeta, o que falta é manter os registros clínicos disponíveis para os médicos e enfermeiros.

E este foi nosso propósito. Com pouco mais de 1 ano de pesquisa e desenvolvimento unimos as maiores experiências em um produto único. O sistema é capaz de manter os dados clínicos dos pacientes facilitada por entrada por voz, estabelecer comunicação remota entre profissionais de saúde, visualizar imagens médicas do PACS e educar os profissionais com uma videoteca especialmente selecionada, tudo em um único dispositivo móvel, o tablet.

Para torna-lo mais e mais flexível, investimos pesadamente em uma arquitetura de software que fosse flexível na sua construção e adequação para cada cliente. Integrando-se aos principais produtos de gestão hospitalar não apenas do Brasil mas também dos Estados Unidos e américa latina, o produto conta com configuração e bases multi-idiomas como também segue os principais padrões de terminologias e ontologias.

O produto final ainda está em conclusão, mas as premissas, arquitetura e usabilidade são garantias de sucesso. Sem dúvidas as necessidades médicas e desejo da existência de um produto com as características e abordagens sonhadas pelo Dr. Jeffrey Augenstein, falecido repentinamente neste ano de 2012, serão realizadas neste produto.

Aplicativos Móveis e Redes Sociais


Desde 2011 eu já era fã dos dispositivos móveis e das redes sociais, juntas então nem se fala. Poucas pessoas percebem de fato o real benefício e a revolução que ainda estamos por ver.

A mobilidade advinda dos smartphones, tablets e outros dispositivos conectados a internet trouxeram uma mudança social e cultural que não se poderia imaginar. O fomento da economia brasileira e obviamente o incentivo das grandes operadoras e lojas de departamentos em oferecer planos mais atraentes e financiamento e perder de vista, contribuiu para que milhões de brasileiros comprassem os seus celulares ligados à internet e as redes sociais.

E o que foi o fenômeno das redes aqui no Brasil? Uma explosão de acessos, muito mais tempo conectado postando novidades, brincadeiras, tirinhas, fotos, vídeos, e comentários. Um conteúdo rico em quantidade e podemos considerar também em qualidade. Não me refiro ao dia-a-dia das novelas, dos artistas e jogadores de futebol, mas aos conteúdos de fato que temos tweetado, postado nos blogs especializados, os conteúdos do facebook e do youtube.

Mas e aí? Como vai a saúde? Milhares e milhares de sites e aplicativos móveis falam e investem em saúde, de forma ampla, não só no tratamento, mas também na prevenção, no acompanhamento e na conservação por sistemas voltados ao bem-estar, exercícios e propostas anti-tabagismo e anti-obesidade.

Criando a sinergia necessária, os fornecedores de software estão cada vez mais presentes, nas lojas virtuais de aplicativos móveis, integrando suas aplicações a serviços dos sites, assim como nas redes sociais. Onde quer que você ande na internet você pode encontra-los em forma de páginas para fãs, páginas institucionais e por aí vão.

Mas vale a pergunta, estão de fato trazendo benefícios aos usuários? A minha resposta neste momento é não. Aqui no Brasil ainda não temos a cultura de nos cuidarmos de forma preventiva, não temos o nosso médico a quem nos dirigimos quando não temos problemas algum. Fomos criados a deixar os inconvenientes de lado, até a situação insustentável de ir direto para o hospital.

Nos Estados Unidos e Europa o cuidado com a saúde é feita por cada um, mais do que centrada no paciente, é mantido pelo próprio paciente. Acredito na mudança desta cultura e o amadurecimento das gerações permitam, atingir este estágio.

Daqui para frente a mobilidade e as redes sociais terão papel obrigatório no acompanhamento e cuidado com a saúde, não apenas enquanto estivermos nos locomovendo, mas também em casa, o monitoramento da saúde nos lares também é uma realidade.

Blogando...


Olá meus amigos! Este ano de 2012 ainda está sendo muito puxado com muitas atividades e projetos, e a ausência do blog se explica, mas não se justifica. Muitos destes projetos tinham cunho estratégico logo nada de falar enquanto não virassem realidade, e que realizações.

Projetos iniciados em 2011, seguiram por 2012 com muita força, estreitando parcerias, desenvolvendo novos produtos e inovando na forma de contribuir para a saúde no Rio de Janeiro e no Brasil.

Nos posts que virão logo após este descreverei com um pouco mais de detalhes estes projetos em que me envolvi, tenho certeza de que vocês concordarão que são projetos da maior relevância e por isso a dedicação.

No ano passado, nos meus posts, falei bastante de algumas tecnologias emergentes, principalmente mobilidade através de tablets e telemedicina. A viagem que fiz a Miami desencadeou a onda de 2012 unindo estas tecnologias em um único produto, levando a solução para um outro patamar.

Neste mesmo momento iniciava uma parceria com a empresa Intouch Health, fabricante de dispositivos médicos, com foco em telemedicina, e que para não perder as oportunidades, voltei a viajar no final de dezembro de 2011 para San Diego, na California, para fazer novos amigos no Departamento de Trauma do Hospital da UCSD.

Na volta não houve nenhuma surpresa, agora é hora de criar, inovar e presentear a saúde brasileira com um conjunto de soluções realmente inovadoras. Vamos aos requisitos, especificações técnicas, ciclos de desenvolvimento, rotinas de teste e aprovações.

Achou pouco? Tivemos tempo ainda para participar da Hospitalar 2012, World Trauma Congress e do World Stroke Congress realizados aqui no Brasil durante o segundo semestre.

E isto correndo em paralelo com o Projeto Piloto de Telemedicina para unidades públicas da Secretaria de Estado de Saúde aqui do Rio de Janeiro. Projeto curto e intenso, onde o envolvimento foi total, e a participação dos parceiros da Intouch culminou no resultado excepcional que atingimos.

Sem mais demoras vamos de fato a blogar e falar com um pouco mais de detalhes as tecnologias e abordagens que foram usadas em benefício da saúde.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Steve Jobs e seu legado

Publiquei alguns posts sobre a utilização de dispositivos móveis para a saúde e como estas ferramentas unem gerações e expertises.

Minha singela homenagem a este gênio iluminado, publicar um pouco da vasta sabedoria e inspiração. Sua influência contagiará as futuras gerações.

Felicidades a você Steve Jobs.

"Se você amar o seu trabalho, você nunca mais terá que ir trabalhar." Por Confucio.

--------------------

“Você quer passar o resto de sua vida vendendo água com açúcar ou quer ter a chance de mudar o mundo?”

“Às vezes a vida te bate com um tijolo na cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me fez continuar foi que eu amava o que eu fazia. Você precisa encontrar o que você ama. E isso vale para o seu trabalho e para seus amores.Seu trabalho irá tomar uma grande parte da sua vida e o único meio de ficar satisfeito é fazer o que você acredita ser um grande trabalho. E o único meio de se fazer um grande trabalho é amando o que você faz. Caso você ainda não tenha encontrado[ o que gosta de fazer], continue procurando. Não pare. Do mesmo modo como todos os problemas do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer relacionamento longo, só fica melhor e melhor ao longo dos anos. Por isso, continue procurando até encontrar, não pare" – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Seu tempo é limitado. Por isso, não perca tempo em viver a vida de outra pessoa. Não se prenda pelo dogma, que nada mais é do que viver pelos resultados das ideias de outras pessoas” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Tenha vontade, tenha juventude. Eu sempre desejei isso para mim. E agora, que vocês se formam para começar algo novo, eu desejo isso para vocês” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

-----

Na palestra "iPhone and iPad in medicine and health sciences: experiences in teaching and clinical practice" do evento Medicine 2.0, Rhoda Weiss-Lambrou, professor de terapia ocupacional da Faculdade de Reabilitação da Faculdade de Medicina, Université de Montréal, mostrou como o iPhone e iPad estão sendo usados ​​por estudantes de medicina e profissionais de saúde.




Agora eu sei o que é...

Seu Marion já está no segundo livro publicado sobre suas aventuras na Amazônia enquanto piloto da FAB nos anos 60, e tudo digitado no seu PC. A internet é usada apenas para emails de família, falta intimidade. Com mais de 80 anos sempre se atualiza pelo bom jornal em papel e acompanha assim a economia, política e o dia a dia do Rio de Janeiro.

Lá em casa me viu usando o meu tablet. Curioso sobre o que eu fazia, apenas tocando uma tela, perguntou o que era. Prontamente lhe apresentei o tablet e mostrei o que esse aparelhinho podia fazer. Claro que fiz analogias com o já conhecido PC, e aproveitei para enfatizar algumas características como as câmeras, tirar fotos, ampliá-las e reduzi-las, a possibilidade de acessar a internet, exibir vídeos, gravar e tocar, além de me comunicar mundo a fora com "os meus contatos".

Empolgado me perguntou se eu usava o tablet no trabalho, afinal de contas trabalho com TI. Abracei a oportunidade de conversar com meu sogro e busquei ampliar seu horizonte.

- Sim meu sogro. Estamos em um novo projeto usando inteiramente o tablet. Já usamos para apresentar informações aos nossos clientes a partir do nosso sistema de business intelligence, que coleta informações do registro eletrônico de saúde.

A partir disto conversamos longamente sobre a utilização do tablet na saúde, começando pela principal característica que é a mobilidade. Comentei sobre como este dispositivo aproxima o médico do paciente, permite que o profissional de saúde tenha em suas mãos todo o prontuário, visualizando os exames radiológicos, laudos do laboratório, sinais gráficos dos eletrocardiogramas, no mesmo momento em que conversa com o paciente. E complementei o qual interessante é poder gravar depoimentos do paciente em vídeo, fotografar de áreas afetadas e evolução de cura, mantendo no registro eletrônico, não apenas informações dos profissionais de saúde, mas também do próprio paciente.

Acrescentei que alguns tablets são tão específicos, que incluem também sensores de temperatura e pressão, leitores de código de barra, facilitando a identificação correta do paciente através das pulseiras e a administração de medicamentos, evitando que o medicamento errado seja tomado. Os recursos físicos dos tablets são extremamente potencializados quando associados a outras tecnologias como interfaces bluetooth, wi-fi e entradas de vídeo. E então Seu Marion, com algumas safenas (no plural mesmo), se surpreendeu ainda mais quando eu disse que alguns destes tablets são levados ao centro cirúrgicos e são laváveis.

Então ele me perguntou: - E o que faz na internet? Com mais esse gancho fiquei mais empolgado ainda, e respondi que junto à internet o tablet permite acessar todos os sites e obter todas as informações disponíveis. Fica fácil para o médico e paciente consultar formas de tratamento, conversar com outras pessoas sobre suas experiências e acrescentar conhecimento. Hoje em dia a educação ao paciente é uma das maiores preocupações das instituições de saúde, o paciente informado. Os hospitais já preparam um acervo de artigos técnicos, panfletos e links de sites que vão orientar o paciente sobre sua condição, formas de tratamento e posterior recuperação, além claro de educar sobre malefícios do fumo, realizar uma boa alimentação para controle do diabetes e da hipertensão.

E como não podia ficar de fora, expliquei ainda que através da comunicação pela internet, os profissionais de saúde trocam informações em conversas sobre os diversos casos clínicos, discutem sobre a condição de um paciente específico, avaliam as situações usando os mesmos dados do prontuário do paciente e até observam o paciente, como se lá estivesse. – Isto é telemedicina! Completei.

É claro que telemedicina vai muito além do que uma conversa entre profissionais de saúde, mas falando de tablet, mobilidade, internet e comunicação à distância, agregando valor ao tratamento de pacientes e “ao vivo”, nossa, meu sogro ficou realmente muito impressionado.

Por fim tomamos outro cafezinho e fugimos do contexto saúde ficando apenas nas características do tablet em si. E depois disso, ele me confidenciou que já lia há muito tempo sobre tablets, mas não tinha idéia de que era, e concluiu: - Agora eu sei o que é!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Tablets na Saúde e tchau ao PC


Nos últimos dias várias notícias estão circulando na rede sobre o breve fim dos computadores pessoais, sendo estes substituídos por tablets.

Outros porém afirmam que este dia não chegará. Ainda que a nossa própria casa precise de um CPD, afinal de contas além do computador pessoal – desktop, ainda temos os notebooks, os smatphones, os consoles de jogos (Xbox, PSP, PS3, etc) além das televisões conectadas, blu-rays e é claro o roteador sem fio que permite que todos acessem a internet e baixem arquivos e atualizem os sistemas.

Não esqueci os tablets, estes novos amigos estão ganhando espaço pelas facilidades agregadas, principalmente para a questão de visualização para leitura, interatividade e claro a mobilidade. Mas irão substituir o PC? Eu mesmo diria que ainda não. Ainda estamos presos aos teclados e mouses, ferramentas de software que aderiram a um modelo de produtividade e interação com o usuário que os tablets ainda não possuem. Quero dizer que sim, os tablets substituirão os PCs, mas será preciso que a indústria de software inclua este novo dispositivo na sua linha de produção e traga real usabilidade em seus sistemas.

O movimento dos desktops para a web também quebrou alguns paradigmas de criação e interação com o usuário, mas a ferramenta de acesso mudou pouco. Continua sendo o PC apesar das pesquisas apontarem maior uso dos smartphones. Mas agora o desafio é ainda maior.

E na indústria da saúde? A Information Week publicou matéria sobre a adesão dos tablets na saúde. Na verdade para os profissionais de saúde e minha leitura foi bastante positiva, a grande resistência destes usuários em utilizar o PC parece bem menor ou nenhuma considerando um tablet.

Teremos então uma nova plataforma de tratamento e atendimento médico. Através desta ferramenta teremos...bem nada de novo: visualização de registros de saúde, imagens médicas, exames, entradas de dados (de uma forma diferente claro), e maior acesso a conteúdo.

Perceba que a limitação inicial está diretamente ligada a novidade, o próprio tablet. Para que este dispositivo seja de fato um sucesso, na nossa área TI em saúde e médica, é preciso que exista sempre uma conexão de internet, seja 100% online, ou atualizações regulares de dados dos servidores com o tablet e vice-versa.
Além disso, o tablet, sendo orientado a saúde possui diferenciais em relação a qualidade das câmeras, áudio (gravadores e alto-falantes), leitores de códigos de barra e sensores de temperatura, sinais vitais e assim por diante. Estas características técnicas integram e preenchem espaços não ocupados pelos PCs, a mobilidade tem um apelo fantástico, e isso permite não só o atendimento online a beira do leito, por exemplo, mas também viabiliza sessões de telemedicina e segunda opinião.

O terceiro ponto é o software. Concordo com a reportagem que os registros eletrônicos de saúde também precisam se adequar a esta nova realidade e é fundamental que isso aconteça logo.

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Hora e a Vez dos Tablets na Saúde

Enfim chegaram !!!!

A mobilidade da tecnologia da informação para a saúde começou a tomar corpo aqui no brasil.

O grande atrativo sem duvidas é o ipad da Apple e sua facilidade de uso. A aparente novidade já é bastante conhecida para quem lida em tecnologias em saúde.

A Motion Computing Já oferece modelos de tablet voltados à ambientes hospitalares. Nestes modelos alem de acessar os sistemas de informação do hospital, possui conexão sem fio, câmera fotográfica, leitor de código de barras, conectores com leitores de sinais vitais, gravadores de som e vídeo e ainda são emborrachados e esterilizáveis para uso em centros cirúrgicos. Muito legal.

Não sendo ferramentas para armazenamento de dados e acessando por wi-fi as redes sem fio disponíveis ou através de 3G, sistemas e informações residirão na nuvem ou em servidores locais.

Permitir assim que os processos junto aos locais de cuidado ou "points of care" se tornem cada vez mais comum, facilitado pela redução dos preços estimulado pela concorrência que o Ipad enfrentará nos próximos meses.

Vale lembrar que apesar de acesso as redes locais por wi-fi, ou internet pela telefonia móvel, os aplicativos precisarão ser adequados a esta plataforma, tendo soluções que tirem maior proveito possível da interação com o usuário, não remetendo o usuário a infindáveis entradas por digitação. O tablet não é para isso, concordam?