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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Qualidade - Ferramenta para a Gestão

 
 
As estratégias promovidas pelo SUS, muitas vezes não são compreendidas pelos gestores e técnicos. Geralmente sob o apelo do incentivo financeiro ou pela penalização, as estratégias são impostas e colocadas de forma desconexa.

Assim são as práticas de qualidade promovidas pelo QualiSus. Trata-se de uma das melhores estratégias para melhoria dentre os vários modelos de promoção e incentivo a qualidade de processos e serviço.

Similar aos objetivos, comparado aos tradicionais modelos de qualidade, ISO, acreditação e modelos de excelência de gestão, o princípio básico da qualidade alinha-se a estratégia de melhoria da saúde nos municípios.

Esta estratégia fomenta um movimento coletivo em prol de melhoria no serviço. Uma vez mais, este modelo está ligado às iniciativas junto aos processos de trabalho e ações - muitas vezes isoladas para benefício dos serviços.

Meu ponto aqui, é que as iniciativas de qualidade junto a saúde dos municípios não faz parte das diretrizes estratégicas e do planejamento. Uma pena!

As ferramentas e propostas de qualidade, permitem principalmente que a comunicação em toda a unidade seja promovida, divulgando as principais ações da gestão. As propostas permeiam a instituição como um todo, desde atividades mais básicas de 5S até definições de processos maiores em prol de certificações institucionais.

Quando digo isto refiro-me especificamente as pessoas. A motivação pela mudança positiva e o engajamento promovido faz com que todos os envolvidos diretamente e indiretamente, inclusive pacientes e parentes participem ativamente.

Voltando ao planejamento, acredito que o incentivo a atividades ligadas a promoção da qualidade deve fazer parte desde o início. Sendo institucionalizado um grupo estratégico de qualidade que tenha a responsabilidade por orientação, sob esta visão às diretrizes estratégicas da instituição.
 
 - Não deixe de participar. Em 30 de Novembro no auditório do Hospital Geral de Guarus a partir das 9:00h em Campos dos Goytacazes, o Circuito Carioca de Gestão em Saúde leva a temática do Planejamento Estratégico Municipal para a pauta. Exposição de conceitos, ferramentas e abordagens para ampliar a eficiência da gestão. Acompanhe em http://www.rssouza.com.br, siga-nos no twitter @rdgssouza e Facebook https://www.facebook.com/events/192898907543209/?fref=ts

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Planejamento em Saúde e o SUS


O planejamento tem sido um dos meus principais objetivos nos últimos anos. Na vida, no dia-a-dia, no trabalho e na gestão da saúde. 


Algumas estratégias e ferramentas clássicas de Norton e Kaplan, a metodologia GTD de fazer-acontecer de David Allen, e as práticas do planejasus tem norteado minhas avaliações e modelos para decidir e priorizar meus próximos passos. 

Observando a gestão municipal, principalmente neste momento, em que temos novas gestões nos municípios, percebo ainda a fragilidade nas atividades do planejamento. Nem todos os gestores e equipes técnicas possuem a visão estratégica, ou seja, nem todos conseguem ter uma visão global, produzir de fato um avaliação situacional completa que norteie o planejamento. 

Mais do que preencher os formulários e relatórios de gestão obrigatórios pelo sus, é preciso criar uma consciência coletiva em torno das diretrizes, promover internamente esta visão e externar estas ações entre fornecedores, parceiros e população. 

Quantas equipes técnicas estão realmente preparadas para desenvolver ações de planejamento em saúde? Não me refiro somente a conhecer as praticas e instrumentos do PlanejaSus, mas também conhecer outras ferramentas e modelos que influenciem positivamente a gestão e agregue valor as instituições e pessoas? 

O planejamento municipal, geralmente começa com base nos problemas atuais, notícias negativas da mídia e questão de ordem política. Identifica suas unidades de saúde, seus equipamentos, profissionais de saúde e potencial de prestação de serviços.  

A partir disto, em geral, fecham-se principalmente em suas próprias questões internas de expansão física das unidades, contratação de mais profissionais, aquisição de equipamentos, abastecimento insumos e por aí vão. 

O que falta nesta linha de pensamento são os objetivos finais. A gestão municipal não existe por finalidade em si mesma, e sim, por um objetivo maior de prestação de serviços de saúde a população.  

Observemos os planos municipais apresentados ao sus e avaliemos quantos promovem ações de saúde de forma palpável e tangível, digo, quantos conseguem de fato traçar ações voltados para a saúde, definir metas de fato exequíveis, quantificar recursos e deixar claro que serão capazes de realizar aquilo que se propõem.

 - Não deixe de participar. Em 30 de Novembro no auditório do Hospital Geral de Guarus a partir das 9:00h em Campos dos Goytacazes, o Circuito Carioca de Gestão em Saúde leva a temática do Planejamento Estratégico Municipal para a pauta. Exposição de conceitos, ferramentas e abordagens para ampliar a eficiência da gestão. Acompanhe em http://www.rssouza.com.br, siga-nos no twitter @rdgssouza e Facebook https://www.facebook.com/events/192898907543209/?fref=ts



sexta-feira, 16 de março de 2012

eHealth + Medical Call Center = Efetividade na Saúde

Ontem tive a felicidade de participar de evento aqui no Rio de Janeiro, onde pude beber da fonte inspiradora de conhecimento em eHealth, de Guilherme S Hummel.

Além das várias definições profissionais que encontrei na internet sobre este GURU da tecnologia da informação para a saúde, o Guilherme foi realmente inspirador. Ano passado comprei 2 livros dele, eHealth e ePatient. Uma visão única e progressiva sobre a utilização das tecnologias para o bem estar e apoio a saúde de forma global, para o médico e para os pacientes. Já comecei a ler o terceiro livro eDoctor.
Alguns conceitos já estão presentes em todo o mundo, exemplificados, comprovados e validados. Agora é a nossa vez de mostrar o nosso valor.

Destaco agora partes do texto do Guilherme publicado em 2008 pelo site HealthCare Brazil, e ao final da leitura, poderemos discutir sobre a última decisão do CFM em brecar tudo o que se refere a telemedicina através da resolução publica no DO em 19/08/2011, enfatizando a proibição de consultas por telefone ou internet.

O termo Telemedicina foi o primeiro a ser utilizado nas práticas de assistência à Saúde quando feitas a distância. Em 1999, em um congresso realizado nos Estados Unidos, sugeriu-se uma definição para esse termo: “uso da tecnologia de telecomunicação e informação para transferir informações médicas em processos de diagnóstico, terapêutica e educação”. Mas John Craig e Victor Patterson sugeriram outra definição, bem mais clara e definitiva: “telemedicina é o rápido acesso à experiência (médica) por meio de tecnologias de telecomunicação e informação, não importando onde esteja localizado o paciente ou a informação”.

Medical Call Center (MCC), ou Central de Atendimento à Saúde, é um centro de recursos, baseado em alta tecnologia, onde profissionais de Saúde treinados recebem chamadas telefônicas dos pacientes que desejam informação, orientação ou opinião especializada. Essa revolução já é utilizada em muitos países, e mesmo no Brasil, embora em pequena escala. Boa parte das empresas nacionais do setor já conta com estruturas de Contact Center, mas as limitações quanto ao foco clínico são claras. Esse tipo de operação vem sendo mais bem ofertada por empresas especificas voltadas ao Telecare .

O MCC não é uma simples Central de Atendimento, mas uma plataforma de suporte ao atendimento médico. Após o paciente ligar, o MCC avalia as suas necessidades básicas identificadas através do diálogo entre o paciente e o atendente, que no mínimo tem formação de enfermagem. Feito isso, o atendente interage com o Sumário Clínico do Paciente (quando houver), que normalmente faz parte da solução MCC (software + hardware), e orienta um médico sobre suas conclusões. Na seqüência o paciente é informado pelo próprio médico sobre os procedimentos ou encaminhamentos necessários. Na maioria dos casos o atendente é o próprio médico, o que agiliza o processo de tomada de decisão.

A continuidade de operação do MCC dentro de uma Organização de Saúde vai levá-la, inevitavelmente, na direção do Monitoramento a Distancia, do Telecare e de várias outras formas de TeleHealth, provendo assistência médica, controle clínico, gestão preventiva e inúmeros processos de assistência remota.
Para os hospitais e demais players de Cadeia de Atendimento, que flertam com a “extinção”, e que acham os MCCs mais um problema do que uma solução, o discurso continuará o mesmo: “quando pensei que já sabia todas as respostas, veio o mercado e mudou todas as perguntas”

Certamente que também existem problemas de regulação e legislação, mas nada que a convergência de interesses e querenças não consiga resolver. No Brasil, a Telemedicina foi regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina através da Resolução CFM 1.643/2002 7, em cujo artigo 1º a define como sendo “[...] o exercício da Medicina através da utilização de metodologias interativas de comunicação audio-visual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em Saúde.”

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Saúde invade a sua casa

Tenho lido bastante sobre a invasão de novas tecnologias em nossas casas. As televisões já nos conectam a internet, e além de ver filmes trocamos emails e muito mais.

Os video-games mais recentes também troxuram estas novidades. Tanto o PS3 quanto o XBOX agregam jogos on-line, formação de grupos virtuais e principalmente integração através das cameras de video e sensores, interatividade sem fio nos colocando dentro dos jogos.

A interatividade é o principal ponto de investimento das grandes empresas mudando o paradigma do joystick para ações naturais e movimentos corporais. E neste contexto a Microsoft busca no mercado novas formas de uso do seu Kinect, sensor de movimento e interface de interatividade que permite jogar e interagir por movimento.


Para a saúde, já estão em desenvolvimento sistemas de avaliação motora e reabilitação baseados nos hábitos do cotidiano de nossas casas: sentar, levantar, caminhar, gesticular, entre outros; permitindo identificar problemas atuais e futuros voltados a população idosa.

E então percebemos um número infinitamente maior de pequenos dispositivos que silencionamente invadiram nossos lares. Desde um simples termômetro digital, um medidor de pressão, glicose, oxímetro, todos passaram a ser rotulados de sensores ou medidores. Ferramentas que integradas e conectadas, sem fio de preferência, a internet são capazes de informar o seu médico como está o seu estado de saúde atual.

Outro exemplo vem do uso dos iphones ligados a sensores, "transformando-o" em um eletrocardiografo portátil, transmitindo instantaneamente seus sinais vitais ao seu médico.

As propostas de homecare inovam em monitorar pacientes remotamente, não apenas por sensores mas pelos equipamentos alugados aos pacientes. Dos balões de oxigênio até os equipamentos para hemodiálise, basta possuirem algum tipo de porta de conexão para enviar dados aos centros de acompanhamento.

O que falta então para compor um quadro maior de tele-medicina, apoio remoto ou video-atendimento além de regulamentação, óbvio, é a confiança do paciente nos resultados. Evitar deslocamento e prover mais informações por históricos digitais do que eventuais relatos verbais situacionais, são poucos exemplos dos benefícios. A proposta de monitoramento e atenção a saúde por canais virtuais deixam de ser apenas textos digitalmente certificados ou dados soltos nas redes sociais para formar uma visão única do indivíduo e suas necessidades específicas.

Promover a integração, interatividade e interoperabilidade tendo por canal a internet permitirá que a tele-medicina alcance outro patamar, viabilizando uma rede de contatos com especialistas dentro e fora do país para que seja acessados de fato dentro da sua casa.

Vejam também as referências abaixo.

Abraços a todos



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Steve Jobs e seu legado

Publiquei alguns posts sobre a utilização de dispositivos móveis para a saúde e como estas ferramentas unem gerações e expertises.

Minha singela homenagem a este gênio iluminado, publicar um pouco da vasta sabedoria e inspiração. Sua influência contagiará as futuras gerações.

Felicidades a você Steve Jobs.

"Se você amar o seu trabalho, você nunca mais terá que ir trabalhar." Por Confucio.

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“Você quer passar o resto de sua vida vendendo água com açúcar ou quer ter a chance de mudar o mundo?”

“Às vezes a vida te bate com um tijolo na cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me fez continuar foi que eu amava o que eu fazia. Você precisa encontrar o que você ama. E isso vale para o seu trabalho e para seus amores.Seu trabalho irá tomar uma grande parte da sua vida e o único meio de ficar satisfeito é fazer o que você acredita ser um grande trabalho. E o único meio de se fazer um grande trabalho é amando o que você faz. Caso você ainda não tenha encontrado[ o que gosta de fazer], continue procurando. Não pare. Do mesmo modo como todos os problemas do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer relacionamento longo, só fica melhor e melhor ao longo dos anos. Por isso, continue procurando até encontrar, não pare" – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Seu tempo é limitado. Por isso, não perca tempo em viver a vida de outra pessoa. Não se prenda pelo dogma, que nada mais é do que viver pelos resultados das ideias de outras pessoas” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Tenha vontade, tenha juventude. Eu sempre desejei isso para mim. E agora, que vocês se formam para começar algo novo, eu desejo isso para vocês” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

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Na palestra "iPhone and iPad in medicine and health sciences: experiences in teaching and clinical practice" do evento Medicine 2.0, Rhoda Weiss-Lambrou, professor de terapia ocupacional da Faculdade de Reabilitação da Faculdade de Medicina, Université de Montréal, mostrou como o iPhone e iPad estão sendo usados ​​por estudantes de medicina e profissionais de saúde.




Agora eu sei o que é...

Seu Marion já está no segundo livro publicado sobre suas aventuras na Amazônia enquanto piloto da FAB nos anos 60, e tudo digitado no seu PC. A internet é usada apenas para emails de família, falta intimidade. Com mais de 80 anos sempre se atualiza pelo bom jornal em papel e acompanha assim a economia, política e o dia a dia do Rio de Janeiro.

Lá em casa me viu usando o meu tablet. Curioso sobre o que eu fazia, apenas tocando uma tela, perguntou o que era. Prontamente lhe apresentei o tablet e mostrei o que esse aparelhinho podia fazer. Claro que fiz analogias com o já conhecido PC, e aproveitei para enfatizar algumas características como as câmeras, tirar fotos, ampliá-las e reduzi-las, a possibilidade de acessar a internet, exibir vídeos, gravar e tocar, além de me comunicar mundo a fora com "os meus contatos".

Empolgado me perguntou se eu usava o tablet no trabalho, afinal de contas trabalho com TI. Abracei a oportunidade de conversar com meu sogro e busquei ampliar seu horizonte.

- Sim meu sogro. Estamos em um novo projeto usando inteiramente o tablet. Já usamos para apresentar informações aos nossos clientes a partir do nosso sistema de business intelligence, que coleta informações do registro eletrônico de saúde.

A partir disto conversamos longamente sobre a utilização do tablet na saúde, começando pela principal característica que é a mobilidade. Comentei sobre como este dispositivo aproxima o médico do paciente, permite que o profissional de saúde tenha em suas mãos todo o prontuário, visualizando os exames radiológicos, laudos do laboratório, sinais gráficos dos eletrocardiogramas, no mesmo momento em que conversa com o paciente. E complementei o qual interessante é poder gravar depoimentos do paciente em vídeo, fotografar de áreas afetadas e evolução de cura, mantendo no registro eletrônico, não apenas informações dos profissionais de saúde, mas também do próprio paciente.

Acrescentei que alguns tablets são tão específicos, que incluem também sensores de temperatura e pressão, leitores de código de barra, facilitando a identificação correta do paciente através das pulseiras e a administração de medicamentos, evitando que o medicamento errado seja tomado. Os recursos físicos dos tablets são extremamente potencializados quando associados a outras tecnologias como interfaces bluetooth, wi-fi e entradas de vídeo. E então Seu Marion, com algumas safenas (no plural mesmo), se surpreendeu ainda mais quando eu disse que alguns destes tablets são levados ao centro cirúrgicos e são laváveis.

Então ele me perguntou: - E o que faz na internet? Com mais esse gancho fiquei mais empolgado ainda, e respondi que junto à internet o tablet permite acessar todos os sites e obter todas as informações disponíveis. Fica fácil para o médico e paciente consultar formas de tratamento, conversar com outras pessoas sobre suas experiências e acrescentar conhecimento. Hoje em dia a educação ao paciente é uma das maiores preocupações das instituições de saúde, o paciente informado. Os hospitais já preparam um acervo de artigos técnicos, panfletos e links de sites que vão orientar o paciente sobre sua condição, formas de tratamento e posterior recuperação, além claro de educar sobre malefícios do fumo, realizar uma boa alimentação para controle do diabetes e da hipertensão.

E como não podia ficar de fora, expliquei ainda que através da comunicação pela internet, os profissionais de saúde trocam informações em conversas sobre os diversos casos clínicos, discutem sobre a condição de um paciente específico, avaliam as situações usando os mesmos dados do prontuário do paciente e até observam o paciente, como se lá estivesse. – Isto é telemedicina! Completei.

É claro que telemedicina vai muito além do que uma conversa entre profissionais de saúde, mas falando de tablet, mobilidade, internet e comunicação à distância, agregando valor ao tratamento de pacientes e “ao vivo”, nossa, meu sogro ficou realmente muito impressionado.

Por fim tomamos outro cafezinho e fugimos do contexto saúde ficando apenas nas características do tablet em si. E depois disso, ele me confidenciou que já lia há muito tempo sobre tablets, mas não tinha idéia de que era, e concluiu: - Agora eu sei o que é!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Tablets na Saúde e tchau ao PC


Nos últimos dias várias notícias estão circulando na rede sobre o breve fim dos computadores pessoais, sendo estes substituídos por tablets.

Outros porém afirmam que este dia não chegará. Ainda que a nossa própria casa precise de um CPD, afinal de contas além do computador pessoal – desktop, ainda temos os notebooks, os smatphones, os consoles de jogos (Xbox, PSP, PS3, etc) além das televisões conectadas, blu-rays e é claro o roteador sem fio que permite que todos acessem a internet e baixem arquivos e atualizem os sistemas.

Não esqueci os tablets, estes novos amigos estão ganhando espaço pelas facilidades agregadas, principalmente para a questão de visualização para leitura, interatividade e claro a mobilidade. Mas irão substituir o PC? Eu mesmo diria que ainda não. Ainda estamos presos aos teclados e mouses, ferramentas de software que aderiram a um modelo de produtividade e interação com o usuário que os tablets ainda não possuem. Quero dizer que sim, os tablets substituirão os PCs, mas será preciso que a indústria de software inclua este novo dispositivo na sua linha de produção e traga real usabilidade em seus sistemas.

O movimento dos desktops para a web também quebrou alguns paradigmas de criação e interação com o usuário, mas a ferramenta de acesso mudou pouco. Continua sendo o PC apesar das pesquisas apontarem maior uso dos smartphones. Mas agora o desafio é ainda maior.

E na indústria da saúde? A Information Week publicou matéria sobre a adesão dos tablets na saúde. Na verdade para os profissionais de saúde e minha leitura foi bastante positiva, a grande resistência destes usuários em utilizar o PC parece bem menor ou nenhuma considerando um tablet.

Teremos então uma nova plataforma de tratamento e atendimento médico. Através desta ferramenta teremos...bem nada de novo: visualização de registros de saúde, imagens médicas, exames, entradas de dados (de uma forma diferente claro), e maior acesso a conteúdo.

Perceba que a limitação inicial está diretamente ligada a novidade, o próprio tablet. Para que este dispositivo seja de fato um sucesso, na nossa área TI em saúde e médica, é preciso que exista sempre uma conexão de internet, seja 100% online, ou atualizações regulares de dados dos servidores com o tablet e vice-versa.
Além disso, o tablet, sendo orientado a saúde possui diferenciais em relação a qualidade das câmeras, áudio (gravadores e alto-falantes), leitores de códigos de barra e sensores de temperatura, sinais vitais e assim por diante. Estas características técnicas integram e preenchem espaços não ocupados pelos PCs, a mobilidade tem um apelo fantástico, e isso permite não só o atendimento online a beira do leito, por exemplo, mas também viabiliza sessões de telemedicina e segunda opinião.

O terceiro ponto é o software. Concordo com a reportagem que os registros eletrônicos de saúde também precisam se adequar a esta nova realidade e é fundamental que isso aconteça logo.

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Hora e a Vez dos Tablets na Saúde

Enfim chegaram !!!!

A mobilidade da tecnologia da informação para a saúde começou a tomar corpo aqui no brasil.

O grande atrativo sem duvidas é o ipad da Apple e sua facilidade de uso. A aparente novidade já é bastante conhecida para quem lida em tecnologias em saúde.

A Motion Computing Já oferece modelos de tablet voltados à ambientes hospitalares. Nestes modelos alem de acessar os sistemas de informação do hospital, possui conexão sem fio, câmera fotográfica, leitor de código de barras, conectores com leitores de sinais vitais, gravadores de som e vídeo e ainda são emborrachados e esterilizáveis para uso em centros cirúrgicos. Muito legal.

Não sendo ferramentas para armazenamento de dados e acessando por wi-fi as redes sem fio disponíveis ou através de 3G, sistemas e informações residirão na nuvem ou em servidores locais.

Permitir assim que os processos junto aos locais de cuidado ou "points of care" se tornem cada vez mais comum, facilitado pela redução dos preços estimulado pela concorrência que o Ipad enfrentará nos próximos meses.

Vale lembrar que apesar de acesso as redes locais por wi-fi, ou internet pela telefonia móvel, os aplicativos precisarão ser adequados a esta plataforma, tendo soluções que tirem maior proveito possível da interação com o usuário, não remetendo o usuário a infindáveis entradas por digitação. O tablet não é para isso, concordam?

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Business Intelligence realmente é inteligente?


Olá a todos! Depois de algumas viagens, umas para perto e outras para muito longe, muito trabalho, duas palestras quase na mesma semana sobre BI, Sala de Situação em Saúde e cobranças dos amigos por novos posts, encontrei um momento para escrever e compartilhar algumas questões sobre o assunto.


A primeira questão envolve diretamente a granularidade da informação. Conceitualmente as informações devem ser o mais concisas possível, consolidadas, diretas e com foco específico.


Usando o inverso a esta proposta, o uso das ferramentas de BI para geração de relatórios ou tabulações gerenciais, tendo níveis de desdobramento e possibilidades de distribuição da informação ao nível unitário. Para o nosso contexto de saúde, além de obter o número de pacientes internados em um período, as taxas de ocupação hospitalar, índice de giro do leito, entre outros indicadores; temos a possibilidade de desmembrar ao menor nível e ler nas tabulações o nome do paciente, sua idade, sexo, leito que ocupa e data de internação.

Para esta questão, muito me incomoda estressar o processo de ETL (Extrair, Processar e Carregar) para ter informações meramente operacionais, obtidas facilmente no sistema de informação de registros hospitalares. Contudo entendo a flexibilidade de navegação e operação direta pelos usuários para a composição de dados e informações no mesmo ambiente, como os amigos dizem: “Ter qualquer informação na hora...”

Ainda que consideremos, quem é este usuário, a questão permanece. - Ele é o chefe, precisa ter a informação! Ou, - Ele fica na ponta precisa ter a informação! O mérito da questão está na proposta de uso de uma ferramenta, geralmente cara, para justamente “enxugar” as informações e não ser um gerador de relatórios.

Outra questão que tem realmente me deixado feliz refere-se ao tempo. - Naquele tempo, em que o processamento era caro demais e computadores precisavam de muita energia e ar condicionado, e que eram processados os últimos seis meses de informações para produzir os indicadores de vendas e o ranking dos vendedores, hoje falamos de Business Intelligence – On-Line, em que o tempo médio de atualização dos dados fica reduzido para horas e em alguns contextos em minutos.

O que é isso? É ter os indicadores na hora, digo AGORA! E poder utilizá-los imediatamente para as decisões estratégicas da organização e não somente daqui a seis meses. A tecnologia permite que as informações estejam presentes em qualquer dispositivo e a qualquer momento, seja no seu smartphone ou no seu relógio Bluetooth.


O fato é que aquele conceito antigo evoluiu e melhorou tanto que a partir desta situação de momento, já estamos indo à frente e prevendo, extrapolando os dados vindouros e tomando decisões agora considerando os indicadores futuros.

E mais uma, muito boa, é a questão do uso do BI para avaliação dos processos internos. - Mais isso não é novidade! Eu sei, os processos sempre foram avaliados, a diferença está na integração das ferramentas de BPM, conforme destaca Luiz Cláudio Menezes no seu artigo “Negócios em tempo real: quando o BI é visto como autópsia” publicado hoje pela ITWeb. O artigo fala da avaliação do negócio em si passando pela melhoria dos processos e o uso do Business Intelligence para isso. Fantástico!


Por hora, ou melhor, por agora é isso. Quero agradecer a Fundação João Barcelos Martins pelo convite para falar sobre BI e a tomada de decisão em setembro último, durante o I Encontro do Administrador Hospitalar. A apresentação deste evento e outra sobre Sala de Situação em Saúde apresentada na feira Hospital Business deste ano, estão disponíveis no meu perfil do LinkedIn, http://www.linkedin.com/in/rssouza.
Abraços a todos.







sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Gestão através do Complexo Regulador da Saúde

Cada vez mais os municípios brasileiros estão criando centrais de regulação de serviços de saúde, fomentados pela política nacional e pelo pacto de gestão. As publicações oficiais não demonstram de fato a grande ferramenta de gestão que se insere nas centrais de regulação ou a criação destas centrais ficam a desejar quando voltadas ao seu propósito inicial. Muitos municípios pequenos estão agregando as Centrais de Regulação no âmbito de suas regionais ou consórcios intermunicipais em busca de melhoria e ampliação da oferta de serviços e redução nos custos.

Independentemente do modelo da central, seja presencial quando o paciente vai até a central para realizar um agendamento, ou por telefone ou até mesmo valendo-se das tecnologias da informação e redes de telecomunicação para agendamento distribuído, o diferencial está no modelo de gestão da informação que é alimentada e uso da informação produzida.

O melhor modelo de gestão está em utilizar o complexo regulador não apenas para agendar serviços, mas também para identificar a qualidade da atenção aos pacientes, avaliar o nível de serviço ofertado, acompanhar os contratos e serviços contratados e assim promover a integração entre a prestação de serviços de saúde e a contrapartida financeira, entre custos, reembolsos, faturamento e glosas.

Operacionalmente, cabe ao complexo Regulador, captar junto à rede própria e aos contratados todos os serviços que serão disponibilizados, mantê-los atualizados periodicamente, avaliar diferenças comparando períodos anteriores e principalmente avaliar se os serviços terceirizados estão de acordo com os contratos.

Considerando a universalidade do atendimento, distribuição equânime dos recursos e principalmente a garantia de acesso aos serviços de saúde para toda a população, o complexo regulador deve ter a preocupação de distribuir os serviços proporcionalmente entre todas as regiões de sua competência. Atribuir cotas dos serviços é uma função árdua, mas tem por objetivo compreender melhor a necessidade da população, especificamente da região adscrita. Desta forma, o gestor maior, tem a possibilidade de avaliar a necessidade de mais uma unidade de saúde, remanejar recursos, novas contratações e assim por diante. Compreender a partir de um teto fixado, qual será a demanda reprimida e para quais serviços.

A cada serviço assinalado no Complexo Regulador, haverá uma contrapartida de débito nos contratos dos prestadores. Durante o período de trabalho, pode-se perceber que serviços são mais utilizados ou mais requisitados para cada prestador, identificar uma preferência da população ou a má distribuição dos serviços entre os prestadores. Orientar o gestor maior para propostas de mudanças nos contratos é obrigação do complexo regulador e parte disto é ter a co-responsabilidade na administração financeira nestes contratos, perceber déficits em alguns serviços e sobras em outros e assim promover remanejamento financeiro, ou repactuações no período. Ao final, avaliar o cumprimento dos contratos, quanto a mais foi pago e quanto deixou de investir. Orientar ou dar suporte ao faturamento mediante aos serviços regulados, permite que a equipe de faturamento promova melhorias em seu planejamento e se for a situação, cortes para serviços não realizados.

A grande diferença entre ter uma central de marcação e um complexo regulador é utilizar a ferramenta de forma correta. O que quero fazer, apenas agendar consultas e exames ou de fato implementar uma ferramenta de gestão que promoverá qualidade, melhoria nos serviços e maior visibilidade do que é a saúde?

Caberá aos gestores considerar que administrar a saúde com certeza não se encerrará através desta ferramenta, contudo aliada a outras ferramentas e estratégias promoverá maior integração das ações e garantia de sucesso.

sábado, 12 de junho de 2010

Tecnologia da Informação e Saúde

- Quem vai mexer no computador?

Um amigo sempre fala que a tecnologia veio para resolver problemas e nos trazem outros.

Alguém usa TIC para a saúde? Como espanto alguns podem perguntar, e eu respondo com muito fervor: "Sim e muito!!!"

Quando superamos as questões básicas da informática, redes, computadores, servidores, sistemas operacionais e aplicativos básicos, agora que já temos internet, email, acesso as redes sociais, impressoras, cds, dvds e tudo mais conectado, nos achamos informatas, informatizados e senhores da informação.

-Ainda não!!! Agora é que vamos começar a brincadeira, vamos instalar, configurar, capacitar, estratificar os dados e promover mudança.

- Ué! Achei que seria obter informação?!

- Não. As informações promoverão as mudanças necessárias para aumentar o lucro, reduzir os custos, ampliar a qualidade dos serviços ou qualquer outro objetivo.

Por isso diz-se que tem informação tem poder, poder para decisão.

Junto aos softwares de administração hospitalar, sistemas de gerenciamento de consultas, exames, leitos, atenção básica, sistemas públicos ou privados, baseados em software livre ou proprietários, o que é mais importante é que a tecnologia seja de fato ferramenta e não seja a razão em si mesma. Tecnologia por tecnologia.

Posso citar tele-medicina, geoprocessamneto, bussiness inteligence, reconhecimento por voz, armazenamento de imagens radiológicas e sinais biométricos, portais corporativos, web sites, tecnologia móvel e muitas outras que são aplicadas a saúde. Mas cada uma destas e todas devem estar em harmonia e em sintonia com o negócio.

- Mas que negócio é esse?

- Ora qual o seu negócio? Saúde de grupo, hospital, posto de saúde, plano de saúde, seguro saúde, saúde pública estadual, municipal. Em resumo atender um indivíduo, um paciente ou um grupo adscrito.

O apoio da TIC à saúde está em promover agilidade e eficiência nos processos ligados a atenção em saúde, administração e a gestão.

Não é a TIC que atenderá os pacientes, são os médicos e enfermeiros, mas cabe sim prover informações sobre este indivíduo para que este profissional possa entender as necessidades reais do paciente e assim proceder com a melhor conduta.

As diversas tecnologias para saúde serão tema de novos posts, conhecer profundamente a TIC e aplicá-la corretamente e uma ciência que gradativamente está trazendo resultados. Assim como a própria TIC durante muito tempo foi alvo de críticas por seu custo, a TICS, também está na fase da avaliação custo benefício. E este se mostrará muito maior.

segunda-feira, 22 de março de 2010

HL7 International Working Group Meeting e 11th International HL7 Interoperability Conference

Para toda a comunidade de Informática em Saúde, no próximo mês de maio de 2010, acontecerá no Rio de Janeiro 2 dos principais eventos ligados ao padrão internacional HL7.

Entre 14 a 15 de Maio de 2010 acontecerá o IHIC2010 - 11th International HL7 Interoperability Conference e entre 16 a 22 de Maio de 2010, o HL7 WGM 2010 - HL7 International Working Group Meeting.

Os dois eventos estão sob a organização do Instituto HL7 Brasil, com a Coordenação de seu chair Dr. Marivan Abraão.

Esta é uma oportunidade singular de participar de 2 grandes eventos no Brasil e principalmente no Rio de Janeiro. Já estão confirmados como paletrantes Mead Walker, Mike Hendersen, Hans, Buitendijk, Calvim Beebe, entre outros.

Os evento serão realizados no Centro de Convenções do Hotel Windsor Barra, Rio de Janeiro, RJ.

Os sites oficiais para cada evento são:

http://www.hl7.org/Events/brazil052010/
http://icongresso.itarget.com.br/useradm/usr.entrada.php?clt=hls.1&lng=P

A programação está disponível em http://files.me.com/marivan/howba7

Vejo vocês por lá.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Gerenciamento de Projetos e Saúde

Nos últimos anos tenho estudado as práticas de gerenciamento de projetos e aplicado em meus projetos ligados a saúde. Tenho conseguido bastante êxito na aplicação dos conceitos e tenho obtido bons resultados.

Na prática a fase de planejamento, envolvendo escopo, cronograma, custo e qualidade tem sido de grande aprendizado, principalmente no momento de discussão do projeto com os meus usuários. Pessoas envolvidas diretamente com gestão em saúde pública que desconhecem as práticas de GP. Sigo as orientações do PMBOK e tenho através das experiências práticas do dia-a-dia transmitido as vantagens da adoção deste conhecimento.

É impressionante perceber que as orientações mais básicas de “timing” de organização do projeto e o estudo das necessidades para dar o passo seguinte tornam-se verdadeiras batalhas, onde são criados fantasmas e barreiras quase intransponíveis. Para estes, considerando as organizações em que atuam, as dificuldades são imensas e nunca é possível conciliar a necessidade de recursos com o tempo de resposta dos outros setores, como compras por exemplo.

A falta de habilidade para gerir projetos de forma geral é muito grande, e fica mais latente na minha experiência diária junto à saúde. A iniciativa de promover o gerenciamento de projetos de forma isolada dentro das organizações trás grandes dificuldades, comunicação é a maior delas. A falta de uma estrutura de comunicação, ainda que por simples correio eletrônico, não é possível. As lacunas tecnológicas nestas instituições são enormes e a adoção de hábitos de leitura e resposta dentro de um prazo pré-estabelecido é quase uma súplica.

Na maioria das vezes o gerente do projeto é obrigado a ficar batendo de porta em porta. Por um lado, sabemos que a maior qualidade, ou maior habilidade pessoal do gerente do projeto está na comunicação, conhecer e ser conhecido, desenvolver cumplicidades e parceiros, assim realmente bater de porta em porta, apesar do desgaste acima do necessário é bom.

Por outro lado, na falta de uma equipe, que em geral é a realidade, as tarefas de gerenciamento do projeto em si e o acompanhamento dos stakeholders fica prejudicado. Havendo a necessidade ainda maior de esforço muitas vezes pessoal para cumprir as tarefas propostas.

Ainda não cheguei a falar das etapas de execução, controle e encerramento, e suas dificuldades, mas acreditem que o segmento saúde, seja pública ou privada, possui em sua essência um charme todo especial e um grande desafio. Indo um pouco mais próximo aos objetivos dos projetos, percebemos que o maior e mais importante stakeholder do projeto, na verdade é quase passivo. O cliente do plano de saúde ou a população atendida pelo SUS. Assim o desafio pelo sucesso do projeto, principalmente na oferta de um serviço de qualidade torna-se uma paixão sem limites.