segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Qualidade - Ferramenta para a Gestão

 
 
As estratégias promovidas pelo SUS, muitas vezes não são compreendidas pelos gestores e técnicos. Geralmente sob o apelo do incentivo financeiro ou pela penalização, as estratégias são impostas e colocadas de forma desconexa.

Assim são as práticas de qualidade promovidas pelo QualiSus. Trata-se de uma das melhores estratégias para melhoria dentre os vários modelos de promoção e incentivo a qualidade de processos e serviço.

Similar aos objetivos, comparado aos tradicionais modelos de qualidade, ISO, acreditação e modelos de excelência de gestão, o princípio básico da qualidade alinha-se a estratégia de melhoria da saúde nos municípios.

Esta estratégia fomenta um movimento coletivo em prol de melhoria no serviço. Uma vez mais, este modelo está ligado às iniciativas junto aos processos de trabalho e ações - muitas vezes isoladas para benefício dos serviços.

Meu ponto aqui, é que as iniciativas de qualidade junto a saúde dos municípios não faz parte das diretrizes estratégicas e do planejamento. Uma pena!

As ferramentas e propostas de qualidade, permitem principalmente que a comunicação em toda a unidade seja promovida, divulgando as principais ações da gestão. As propostas permeiam a instituição como um todo, desde atividades mais básicas de 5S até definições de processos maiores em prol de certificações institucionais.

Quando digo isto refiro-me especificamente as pessoas. A motivação pela mudança positiva e o engajamento promovido faz com que todos os envolvidos diretamente e indiretamente, inclusive pacientes e parentes participem ativamente.

Voltando ao planejamento, acredito que o incentivo a atividades ligadas a promoção da qualidade deve fazer parte desde o início. Sendo institucionalizado um grupo estratégico de qualidade que tenha a responsabilidade por orientação, sob esta visão às diretrizes estratégicas da instituição.
 
 - Não deixe de participar. Em 30 de Novembro no auditório do Hospital Geral de Guarus a partir das 9:00h em Campos dos Goytacazes, o Circuito Carioca de Gestão em Saúde leva a temática do Planejamento Estratégico Municipal para a pauta. Exposição de conceitos, ferramentas e abordagens para ampliar a eficiência da gestão. Acompanhe em http://www.rssouza.com.br, siga-nos no twitter @rdgssouza e Facebook https://www.facebook.com/events/192898907543209/?fref=ts

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Planejamento em Saúde e o SUS


O planejamento tem sido um dos meus principais objetivos nos últimos anos. Na vida, no dia-a-dia, no trabalho e na gestão da saúde. 


Algumas estratégias e ferramentas clássicas de Norton e Kaplan, a metodologia GTD de fazer-acontecer de David Allen, e as práticas do planejasus tem norteado minhas avaliações e modelos para decidir e priorizar meus próximos passos. 

Observando a gestão municipal, principalmente neste momento, em que temos novas gestões nos municípios, percebo ainda a fragilidade nas atividades do planejamento. Nem todos os gestores e equipes técnicas possuem a visão estratégica, ou seja, nem todos conseguem ter uma visão global, produzir de fato um avaliação situacional completa que norteie o planejamento. 

Mais do que preencher os formulários e relatórios de gestão obrigatórios pelo sus, é preciso criar uma consciência coletiva em torno das diretrizes, promover internamente esta visão e externar estas ações entre fornecedores, parceiros e população. 

Quantas equipes técnicas estão realmente preparadas para desenvolver ações de planejamento em saúde? Não me refiro somente a conhecer as praticas e instrumentos do PlanejaSus, mas também conhecer outras ferramentas e modelos que influenciem positivamente a gestão e agregue valor as instituições e pessoas? 

O planejamento municipal, geralmente começa com base nos problemas atuais, notícias negativas da mídia e questão de ordem política. Identifica suas unidades de saúde, seus equipamentos, profissionais de saúde e potencial de prestação de serviços.  

A partir disto, em geral, fecham-se principalmente em suas próprias questões internas de expansão física das unidades, contratação de mais profissionais, aquisição de equipamentos, abastecimento insumos e por aí vão. 

O que falta nesta linha de pensamento são os objetivos finais. A gestão municipal não existe por finalidade em si mesma, e sim, por um objetivo maior de prestação de serviços de saúde a população.  

Observemos os planos municipais apresentados ao sus e avaliemos quantos promovem ações de saúde de forma palpável e tangível, digo, quantos conseguem de fato traçar ações voltados para a saúde, definir metas de fato exequíveis, quantificar recursos e deixar claro que serão capazes de realizar aquilo que se propõem.

 - Não deixe de participar. Em 30 de Novembro no auditório do Hospital Geral de Guarus a partir das 9:00h em Campos dos Goytacazes, o Circuito Carioca de Gestão em Saúde leva a temática do Planejamento Estratégico Municipal para a pauta. Exposição de conceitos, ferramentas e abordagens para ampliar a eficiência da gestão. Acompanhe em http://www.rssouza.com.br, siga-nos no twitter @rdgssouza e Facebook https://www.facebook.com/events/192898907543209/?fref=ts



quarta-feira, 16 de outubro de 2013



Pensamento Estratégico para a Gestão da Saúde, com o apoio do Hospital Geral de Guarus, o Circuito Carioca de Gestão em Saúde, realizará o ciclo de palestras no dia 30 de novembro de 2013 no auditório do HGG a partir da 9:00h.  

A participação neste evento será totalmente gratuita, aberta a todos os profissionais de saúde e administração das secretarias municipais de saúde, iniciativa privada e alunos de graduação e pós-graduação.

Acesse www.rssouza.com.br

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Workshop de Inovação:Conectividade para a Saúde

O evento aconteceu no último dia 1 de agosto no auditório da Firjan, aqui no Rio de Janeiro. A chamada do evento foi "Desenvolver um sistema de saúde eficiente requer além de diversos hospitais e unidades de atendimento, a interação e organização dos recursos e sistemas envolvidos para um atendimento completo e eficaz à população. Quais os principais desafios enfrentados pelas instituições públicas e privadas para levar mais transparência e eficiência aos pacientes com o uso de tecnologia? O Brasil está preparado para melhorar o uso dos recursos de saúde pela aplicação de tecnologia? O que falta fazer? Como cada instituição pode contribuir com esta melhoria?"

O evento contou com os empresários, pesquisadores, governo, universidades e ONGs e profissionais na área de saúde. O debate foi conduzido por Marcelo Blois da GE Healthcare e Marivan Abrahão do HL7 Brasil, que também contou com charles Al Odeh da Amil, Thiago Trevisan da Unimed e Iugiro Kuroki do Grupo Dasa.

Participamos do debate sobre caminhos evolutivos para a informática e informação em saúde, muito foi dito sobre a realidade das unidades de saúde, municípios e hospitais públicos. Focou-se na questão abordada pelo Circuito Carioca de Gestão em Saúde - Gestão da Saúde Pública. Percebe-se que faltam ferramentas e profissionalismo preparado para execução de tarefas a princípio simples.

Obviamente falamos também sobre tecnologias móveis, telemedicina, interconectividade e interoperabilidade. Ainda falta muito. Mesmo as grandes empresas ainda deslizam ou patinam neste questão. muito já se fez para ampliar o faturamento, reduzir ou controlas as fraudes, mas ainda falta uma forma de comunicação realista.

Nem todos os padrões são padrões de fato, e todos os players são unânimes ao se posicionarem de forma pessimista.

A discussão promoveu algumas sugestões que serão compiladas e encaminhas ao Governo.

Muito proveitosa foi a chance de rever bons amigos, e fazer novos.

Grande Abraço.




terça-feira, 30 de julho de 2013

RSSouza participa do I Fórum Rio Bonito de Gestão Pública

A RSSouza levou na ultima sexta feira 26 de julho, o Circuito Carioca de Gestão ao I Fórum Rio Bonito de Gestão Pública  a convite da parceira Eco Sistemas.

Neste evento, a Prefeitura de Rio Bonito fez o lançamento oficial da Secretaria de Gestão municipal e assinou o Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização - Gespública.

Foram discutidas as principais propostas de melhorias na gestão publica, pontos de vista, assim como oportunidades de uso de ferramentas, capacitação dos colaboradores e modelos de gestão.


Rodrigo Santos de Souza apresentou a parceira Eco Sistemas e como ampliar a gestão com uso de eficiente da TI. Abordou em sua palestra, a utilização dos portais de interação e colaboração com os pacientes e população em geral, estratégias de redes sociais e utilização de aplicativos e dispositivos móveis. Também usou as experiências dos municípios fluminenses de Campos dos Goytacazes e Nilópolis para exemplificar os complexos reguladores como principais abordagens na gestão da saúde municipal.


O evento contou com palestras de Ana Lúcia de Amorim Brito da Secretária Nacional de Gestão Pública do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Claudio Leite Gastal Secretário Executivo da Câmara de Políticas de Gestão Pública, Desempenho e Competitividade do Conselho de Governo da Presidência da República e Presidente do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Ricardo Vidal, Gestor Público Federal desde 1997 e atual Diretor Administrativo da ANESP – Associação Nacional dos Especialistas em Politicas Públicas e Gestão Governamental entre outros representantes do governo federal e sociedades. Também participaram o presidente do CRA, Sr. Wagner Siqueira e pelo TCE o Sr. Sergio Bahiense Colão.


Circuito Carioca de Gestão em Saúde

Dentre as estratégias de mercado a RSSouza desenvolve o Circuito Carioca de Gestão em Saúde, ferramenta com ênfase na capacitação executiva, formação de gestores e especial atenção aos colaboradores operacionais. 

Sob esta orientação nossos projetos serão realizados através de palestras temáticas, ciclos de capacitação e aperfeiçoamento e treinamentos presenciais e on-line. 

Nosso destaque está do Projeto de Articulação e Educação, através do ciclo de palestras Pensamento Estratégico para a Gestão da Saúde, que será realizado em 22 de agosto de 2013 na cidade de Campos dos Goytacazes.

Os temas abordados possuem objetivos para compreensão prática de uso cotidiano. O embasamento teórico será amplamente enriquecido através de exemplos, demonstrações em aplicações e estímulo ao pensamento construtivista. 

Faça sua inscrição através do site http://www.rssouza.com.br

2013, RSSouza Consultoria, Aspen Advisors, Circuito Carioca de Gestão em Saúde, e muito mais

E realmente 2013 veio com tudo mesmo. Uma nova fase se inicia através de novas parcerias e novos empreendimentos.

Com 15 anos dedicados a Eco Sistemas e vasta experiência em tecnologia em saúde, resolvi investir em novos projetos. Destes projetos, agora sou Health IT Associated Consultant para a consultoria americana ASPEN ADVISORS com o foco em estratégias e desenvolvimento de negócios através das tecnologias da informação.

Outro projeto que também está me animando muito é o Circuito Carioca de Gestão em Saúde. Uma proposta inovadora de capacitação e educação continuada para profissionais da saúde. O que vemos hoje são pessoas bem dispostas e comprometidas com realização e promoção da saúde. Contudo ainda lhes falta técnicas e metodologias para cumprirem com a sua missão.

E é neste momento que através de palestras temáticas e cursos dirigidos, somos capazes e ampliar as competências e provocar o pensamento estratégico da gestão, levando ferramentas já consolidadas no mercado corporativo para municípios, hospitais e clínicas através  de seus colaboradores.

Este é um momento emocionante.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

E em 2013...


Como 2012 ainda não acabou, ainda fui convidado para promover aulas na turma de auditoria em sistemas de saúde, na Faculdade de Medicina de Campos, cadeiras de Organização do Sistema de Saúde e Sistemas de Informação e Indicadores em Saúde. Continuo nas salas de aula conhecendo novas pessoas e aprendendo com elas.


Em 2013 tenho certeza de que entrarei em uma nova fase, sempre aplicando conhecimentos de gestão e tecnologia da informação em benefício da saúde, seja criando novos produtos e serviços ou implantando os já desenvolvidos.

Uma coisa eu sei, vou postar no blog com mais frequência. Abraços

Prêmio Assespro-RJ 2012


Nesta loucura de projetos durante todo o ano, me foi solicitado que apresentasse o projeto piloto de telemedicina como case para a premiação  da Assespro aqui no Rio de Janeiro.

Apresentamos o case, e aí não deu outra. O reconhecimento da sociedade carioca e dos pares pelo grande projeto que foi realizado e o sucesso na experimentação da telemedicina em ambiente público. Fomos os vencedores.

Na sexta-feira dia 9 de novembro, em nome da Eco, fui receber o prêmio. O troféu recebido das mãos do presidente da Assespro Sr. Ilan Goldman representa o esforço em promover uma melhoria na qualidade de vida da população.

“O projeto piloto de telemedicina demonstrou a sociedade médica e política do Rio de Janeiro que a assistência saúde pública tem grande potencial de melhoria."

A forma de otimização de tempo e recursos convertem-se facilmente em maior qualidade de atendimento aos pacientes como também em redução de custos operacionais.

Ainda falta muito a ser compreendido sobre os benefícios desta tecnologia, mas o ponto chave é que ela já está disponível e caberá a gestão promover a mudança.”

Seguem alguns links do site da Eco Sistemas, parabéns a todos nós que participamos direta e indiretamente do projeto.




Telemedicina Off-Shore


Trabalhando diariamente com todas as inovações tecnológicas, neste ano realizei mais um curso, foi o MBA em Gestão Executiva de Tecnologia da Informação pela UFRJ.

 Como trabalho final, após conversar com o orientador Prof. Edilberto Strauss, decidimos pelo tema da telemedicina em ambiente off-shore e é este o contexto do post.

A busca por referencias de telemedicina em plataformas de petróleo ou embarcações é praticamente nula no Brasil. Poucos trabalhos científicos falam da telemedicina, apenas alguns trabalhos europeus e papers de empresas da indústria de óleo e gás.

A orientação para acidentes de trabalho e doenças crônicas, típicas de trabalhadores off-shore estão diretamente ligadas a medicina do trabalho, afastamentos e remoções de urgência.

Sob estes aspectos conduzi o trabalho e percebo o grande potencial na utilização desta tecnologia. No Brasil, é permitido que haja apenas enfermeiros a bordo, logo a telemedicina aliada a um bom prontuário eletrônico tornam-se ferramentas ímpares para acompanhamento e prevenção.

Comparando somente custos com o deslocamento emergencial de helicópteros, justifica-se a utilização da tecnologia. Mesmo com as questões de conectividade de alta capacidade, via satélite, este custo facilmente é justificado no compto das remoções evitáveis e horas não trabalhadas.

O modelo de telemedicina utilizado pela empresa italiana SAIPEN, é um grande exemplo e referencia. Todos os profissionais são acompanhados sistematicamente por equipes em terra, utilizando a telemedicina, os médicos possuem acesso aos registros médicos, monitorando as evoluções clinicas, realizando tele-consultas e sessões de educação a distância. Os resultados demonstraram a efetividade da ação. E eles ainda não estão satisfeitos.


Algumas empresas de consultoria em saúde limitam-se a alocação de profissionais, outras ainda trocam informações por fax. Este amadorismo não se justifica mais. O bem-estar dos profissionais embarcados deve ser uma prioridade nas empresas, e tenham certeza de que o retorno financeiro é muito maior.

Projeto Piloto de Telemedicina


Tendo por objetivo a efetivação da promoção, melhoria e agilização na prestação de cuidados de saúde da população, além de permitir a criação de um ambiente cooperativo entre profissionais de saúde que se encontrem geograficamente distantes; imprimir um incremento no campo de atendimento e facilitar a formação de especialistas em novos e/ou complexos processos.

A Secretaria de Estados de Saúde de Rio de Janeiro entende que o uso da Telemedicina, também, propicia a racionalização dos investimentos, permitindo uma crescente flexibilidade na gestão e otimização dos recursos.

Com este pensamento, a SES-RJ promoveu o projeto piloto de telemedicina envolvendo as unidades UPA-Botafogo, UPA-Copacabana e Hospital Estadual Getúlio Vargas, na promoção de consultas, assistência e educação entre profissionais da saúde através da telemedicina nas áreas de cardiologia e neurologia.

Participamos intensamente do Projeto Piloto utilizando toda a plataforma da empresa parceira Intouch Health. O Governo do Estado através do PRODERJ promoveu toda a conectividade necessária e coube a nós instalar, configurar e capacitar todos os profissionais da saúde envolvidos no projeto.

Contamos com o apoio dos profissionais da Intouch que permaneceram 4 semanas conosco, participando ativamente de todas as atividades em todos os sites para que a comunicação entre eles fossem 100% realizada, a qualquer momento do dia ou da noite.

Conduzimos sessões de tele-educação utilizando o RP-Vantage, dentro do centro cirúrgico transmitindo cirurgias em tempo real para grupos de residentes e médicos do staff. Foram acompanhadas cirurgias de clinica médica, neurologia e cirurgia geral, mais de 20 horas de educação através da plataforma e dentre elas um caso transmitido da Suiça para o Hospital Getúlio Vargas.

 Estabelecemos por meta, tele-consultorias utilizando o RP-Lite entre as UPAs e o Hospital. Nesta modalidade, quase 50 tele-consultorias foram realizadas entre as unidades em um período de 2 semanas, evitando deslocamento de profissionais e pacientes.

Outra modalidade testada no piloto foi a utilização do robô RP-7i na condução de rounds no CTI no hospital. Além do acompanhamento remoto dos casos críticos, vários grupos de residentes puderam assistir às exposições de casos e discussões de conduta, possibilitando assim maior integração das ações.

A preparação para o piloto de 2 semanas foi de quase 3 meses intensos, onde diariamente fizemos a monitoração das condições da conectividade externa e internas às unidades, monitoramento da qualidade das comunicações e disponibilidade das equipes de suporte e helpdesk, tanto no Rio quanto em Baia Blanca na Argentina, suporte técnico da Intouch, de forma a acompanhar 100% das atividades.
  
Não foi fácil, mas o resultado final foi surpreendente quando todos os profissionais queriam utilizar a tecnologia mais vezes em suas atividades diárias e novamente utilizar tablets para realizar as interfaces.

Eventos Internacionais aqui no Brasil


Também estávamos por lá, no World Trauma Congress no Rio de Janeiro. Demonstrando o iTreg – Registro de Trauma e a proposta de telemedicina com o RP7i. 

Conhecemos a diretoria da SBAIT, Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Trauma e iniciamos junto a instituição uma nova parceria. Lá encontramos outros amigos e conhecidos como Dr. Raul Coimbra da UCSD e Dr. Antonio Marttos da UM.


8º. World Stroke Congress – Brasília

Participamos do WSC, apresentando soluções de Telemedicina com o RP-Lite e também o iTreg.

Muitos participantes visitaram nosso stand e conheceram nossa proposta. A grande maioria de origem internacional, ficaram admirados com as inovações e propostas brasileiras para acompanhamento do trauma e do AVC – Acidente Vascular Cerebral.

iTreg – Registro de Trauma Brazuca


Lembram-se do post sobre Registro de Trauma onde falei da experiência em San Diego?

Pois é, dali em diante foi mais trabalho produzindo o software.

Mais definições e mais considerações estratégicas para atuação no mercado. A politica de trauma no Brasil ainda é incipiente e começa agora a publicar as primeiras normativas governamentais.

Entendemos que o processo de Registro de Trauma deva ser alinhado com as políticas de atenção ao trauma motivado pelos grandes eventos e investimentos para tal. Não distante, a linha de cuidado do trauma também fará ponte com medidas preventivas e mudanças culturais importantes na nossa sociedade.

Daí o software buscará também uma posição no mercado internacional, alinhado as melhores práticas já consolidadas. Todos os indicadores voltados ao trauma, e modelo de dados são concebidos para que sejam comparáveis nacionalmente e internacionalmente. Permitindo avaliação quantitativa e qualitativa dos serviços de trauma.

O sistema é fantástico, colhendo dados desde o momento do acidente, ainda na rua; todo tramite de acionamento de ambulância, referenciamento aos hospitais, colhendo dados do deslocamento e dos hospitais.

Chegando ao hospital onde será tratado, o sistema alinha processo do tratamento do trauma a qualidade da solução, avaliando passo-a-passo as atividades clinicas realizadas, equipes envolvidas e tratamentos.

Sempre acompanhando o paciente, concebemos o sistema com interfaces para os principais sistemas hospitalares, o que permite a obtenção direta das informações sem que haja necessidade de retrabalho. Utilizamos padrões de mercado e entendemos que junto ao Registro de Trauma, faz-se necessário que um resumo do prontuário médico também esteja disponível.

Estes conceitos orientarão as equipes dos serviços de trauma a usufruírem das melhores práticas e informações provenientes do RT. Sempre que precisarem não precisarão buscar outro sistema para colher mais informações tudo estará disponível.

Mais do que cuidar dos casos de trauma, avaliar como os casos são tratados e estimular a melhoria nos protocolos e processos internos poderemos também estabelecer comparativos com os maiores centros mundiais, estas são as metas do iTreg. 

Hospitalar 2012


Muitas emoções na Hospitalar deste ano. Como já é praxe, a Eco Sistemas apresenta durante a Hospitalar os produtos e serviços que oferece aos clientes. Neste ano, contudo, tivemos um lançamento extremamente importante.

Nossa parceria com a Intouch Health permitiu trazer ao Brasil o RP-7i, um robô autônomo para telemedicina. Controlado remotamente o RP-7i anda independente de alguém para empurra-lo como a maioria dos carrinhos de telemedicina.

A feira já iniciada, o robô teve espaço também no Hospital Contemporâneo onde circulou por todo o ambiente. Indo de um lado ao outro dentro do pavilhão, foi motivo de sensação. Sua cabeça, um monitor que transmitia por rede sem fio a imagem de quem o pilotava remotamente e obviamente permitia interlocução com os participantes do evento.

Além do Robô RP-7i, tínhamos no stand o RP-Xpress. Dispositivo móvel para utilização em ambulâncias facilitando a chegada do paciente nos hospitais.

Dos quatro dias de Hospitalar 2012 fizemos dezenas de demonstrações dos vários produtos e é claro recebemos amigos de vários hospitais e cidades do Brasil, clientes já estabelecidos e novos clientes.

Pudemos na Hospitalar demonstrar grande sinergia entre as práticas da telemedicina e mobilidade. O produto EMR-Mobile fruto do trabalho sob o paradigma da mobilidade também ganhou destaque, facilmente demonstrado nos tablets, conversámos nos corredores do evento com as pessoas e todas entendiam a proposta inovadora.

Ainda nos tablets a ferramenta Intus de business intelligence foi um caso a parte. Uma das principais questões na atualidade que é a disponibilidade dos dados apresentava-se de forma inequívoca através dos toques no tablet como a principal solução de gestão em ambientes de saúde. Um panorama de fácil compreensão, dashboards de variadas possibilidades, unia-se ao tablet diminuindo as distâncias entre a gestão e a tecnologia da informação.

Neste ano a Hospitalar foi mais que uma vitrine de comercialização de produtos de TIC, e demonstramos inovações tecnológicas atuais, aproximando da gestão e das linhas de cuidado novas ferramentas e abordagens.

Registro de Trauma – San Diego


Em meados do ano passado, fomos convidados a conhecer o hospital de referencia em trauma da UCSD na Califórnia para avaliar o software de Registro de Trauma. Head do departamento de trauma do hospital, Dr. Raul Coimbra é sinônimo de excelência no tratamento aos pacientes traumatizados na região de San Diego. O trabalho não se resume ao tratamento, mas também na coleta, estratificação, leitura e avaliação permanente dos dados colhidos para melhoria dos processos e implantação de políticas públicas para o condado.

Da visita inicial de 2 semanas, foram criados todos os artefatos para o desenvolvimento da proposta brasileira, requisitos, protótipos, modelos e etc.

O projeto já tinha passado por algumas mãos quanto chegou até mim. Daí, com a documentação em mãos iniciamos então a construção do software de registro de trauma.

Em dezembro de 2012 fui pela primeira vez a San Diego e lá conheci a equipe do Departamento de Trauma do UCSD, pessoas maravilhosas, animadas com seu trabalho e extremamente caridosas em me transmitir todo o conhecimento que eu precisava.

Neste período a interação com a equipe aqui no Brasil foi intensa, com reuniões diárias de conceitos e novas atividades. O registro de trauma tomou corpo em pouco tempo. Meu principal interlocutor foi Dale Fortlage, veterano do Vietnã e mais de 20 anos de experiência especificamente em sistemas de registro de trauma. Grande abraço meu amigo.

Conduzimos também algumas reuniões com o grupo do registro, esclarecendo dúvidas e apresentando propostas. Uma das propostas imediatamente aceitas foi a inclusão das rotinas de business intelligence em colaboração ao registro.

O mais intrigante, porém, foi o processo de trabalho. Imagina-se imediatamente que sendo um hospital universitário americano, tudo acontece com um click de botão. Infelizmente não foi assim. Lá também existem dificuldades com integração, importação e exportação de dados, logo, a equipe responsável pelo registro de trauma, cerca de 15 pessoas enfermeiras e técnicas, estão exclusivamente voltadas para a atividade de buscar os dados no sistema hospitalar, no prontuário e nos documentos anexos e redigita-los no sistema de registro de trauma.

O trabalho de busca ativa das informações não registradas nem em papel nem no eletrônico também faz parte da rotina da equipe, que se esmera em colher o máximo de informações possíveis para o registro, independentemente do esforço que seja necessário. Obrigado e parabéns a toda equipe do Dr. Raul Coimbra.

Registro Eletrônico de Saúde – Projeto EMR


A partir da viagem a Miami, convivendo com a equipe de trauma e de telemedicina da UM – University of Miami, pude trazer para cá uma experiência muita rica em atendimento remoto e mobilidade.

Estes conceitos oferecem uma proposta bastante interessante, em casos de acidentes, remoções ou da necessidade de um especialista, além é claro da educação clínica.

Dentre os projetos que vi na UM, destacam-se o projeto de auxílio aos feridos durante a catástrofe do Haiti em 2010 e o Projeto junto ao Departamento de Defesa americano para suporte ao corpo clínico no Iraque. Os dois projetos contam com apoio dos especialistas do hospital universitário, para a realização de procedimentos clínicos e cirúrgicos, casos de amputação e cirurgias por ferimentos por armas de fogo são as principais atividades.

Contando com uma rede de comunicação estável e segura, a telemedicina é presente em qualquer lugar do planeta, o que falta é manter os registros clínicos disponíveis para os médicos e enfermeiros.

E este foi nosso propósito. Com pouco mais de 1 ano de pesquisa e desenvolvimento unimos as maiores experiências em um produto único. O sistema é capaz de manter os dados clínicos dos pacientes facilitada por entrada por voz, estabelecer comunicação remota entre profissionais de saúde, visualizar imagens médicas do PACS e educar os profissionais com uma videoteca especialmente selecionada, tudo em um único dispositivo móvel, o tablet.

Para torna-lo mais e mais flexível, investimos pesadamente em uma arquitetura de software que fosse flexível na sua construção e adequação para cada cliente. Integrando-se aos principais produtos de gestão hospitalar não apenas do Brasil mas também dos Estados Unidos e américa latina, o produto conta com configuração e bases multi-idiomas como também segue os principais padrões de terminologias e ontologias.

O produto final ainda está em conclusão, mas as premissas, arquitetura e usabilidade são garantias de sucesso. Sem dúvidas as necessidades médicas e desejo da existência de um produto com as características e abordagens sonhadas pelo Dr. Jeffrey Augenstein, falecido repentinamente neste ano de 2012, serão realizadas neste produto.

Aplicativos Móveis e Redes Sociais


Desde 2011 eu já era fã dos dispositivos móveis e das redes sociais, juntas então nem se fala. Poucas pessoas percebem de fato o real benefício e a revolução que ainda estamos por ver.

A mobilidade advinda dos smartphones, tablets e outros dispositivos conectados a internet trouxeram uma mudança social e cultural que não se poderia imaginar. O fomento da economia brasileira e obviamente o incentivo das grandes operadoras e lojas de departamentos em oferecer planos mais atraentes e financiamento e perder de vista, contribuiu para que milhões de brasileiros comprassem os seus celulares ligados à internet e as redes sociais.

E o que foi o fenômeno das redes aqui no Brasil? Uma explosão de acessos, muito mais tempo conectado postando novidades, brincadeiras, tirinhas, fotos, vídeos, e comentários. Um conteúdo rico em quantidade e podemos considerar também em qualidade. Não me refiro ao dia-a-dia das novelas, dos artistas e jogadores de futebol, mas aos conteúdos de fato que temos tweetado, postado nos blogs especializados, os conteúdos do facebook e do youtube.

Mas e aí? Como vai a saúde? Milhares e milhares de sites e aplicativos móveis falam e investem em saúde, de forma ampla, não só no tratamento, mas também na prevenção, no acompanhamento e na conservação por sistemas voltados ao bem-estar, exercícios e propostas anti-tabagismo e anti-obesidade.

Criando a sinergia necessária, os fornecedores de software estão cada vez mais presentes, nas lojas virtuais de aplicativos móveis, integrando suas aplicações a serviços dos sites, assim como nas redes sociais. Onde quer que você ande na internet você pode encontra-los em forma de páginas para fãs, páginas institucionais e por aí vão.

Mas vale a pergunta, estão de fato trazendo benefícios aos usuários? A minha resposta neste momento é não. Aqui no Brasil ainda não temos a cultura de nos cuidarmos de forma preventiva, não temos o nosso médico a quem nos dirigimos quando não temos problemas algum. Fomos criados a deixar os inconvenientes de lado, até a situação insustentável de ir direto para o hospital.

Nos Estados Unidos e Europa o cuidado com a saúde é feita por cada um, mais do que centrada no paciente, é mantido pelo próprio paciente. Acredito na mudança desta cultura e o amadurecimento das gerações permitam, atingir este estágio.

Daqui para frente a mobilidade e as redes sociais terão papel obrigatório no acompanhamento e cuidado com a saúde, não apenas enquanto estivermos nos locomovendo, mas também em casa, o monitoramento da saúde nos lares também é uma realidade.